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Um quarto para duas

Um blog, duas raparigas, um amor.

Um quarto para duas

Um blog, duas raparigas, um amor.

27
Jun10

Aqui falamos de sexo

ana
A Rita teve uma ideia! E desta vez (só desta vez) acho que teve uma ideia bastante boa para dinamizar aqui o nosso quarto.
Bom, vou passar a explicar. A ideia é que todas as semanas seja aqui deixada, por nós, uma frase, uma citação, uma pergunta ou até mesmo uma imagem relacionada com sexo, lésbico claro!
Sim leram bem, sexo! Não iremos abordar questões demasiado intimas ou pessoais, como é óbvio, mas tentar explorar o tema de forma aberta, tentando eliminar temas tabu, preconceitos, dúvidas etc.
Queremos que este post, para além de divertido, sim porque é sempre divertido falar de sexo, seja também, por vezes, sério de modo a que "as bebes lésbicas" que por aqui vão aparecendo possam esclarecer as suas dúvidas! Esta ideia surgiu muito por causa disso. No inicio, quando eu e a Rita iniciámos a nossa vida sexual, andávamos sempre à procura de informações acerca do assunto e muito raramente encontrávamos.
Que vos parece? Estão dispostas a colaborar connosco nesta discussão semanal? Acham boa ideia?
25
Jun10

Comunicado

ana
Para tod@s @s que se preocuparam com o nosso pequeno arrufo de namoradas, que se amam imenso e não sabem viver uma sem a outra, venho aqui informar que já está tudo resolvido! A menina Rita está desculpada e a minha neura já me está a passar.
25
Jun10

Cartão do Cidadão

ana
Hoje fui fazer o meu Cartão do Cidadão. Sim já sei que sou uma atrasada, que já devia ter feito isso à imenso tempo, mas pronto só hoje é que me apeteceu!
Bem, como qualquer bom serviço público do nosso país, o Registo Civil da minha localidade, tinha de ser palco de uma boa história para vos contar.
Cheguei ao Registo Civil, à hora de almoço, tirei uma senha e vi que só estava uma pessoa à minha frente, que por sorte já estava a ser atendida. Sentei-me calmamente, com a esperança que não ía apanhar uma grande seca, obviamente estava errada!
A funcionária que estava de serviço (a substituir o colega que tinha ido almoçar) pouco, ou nada percebia de computadores, de máquinas que tiram impressões digitais, fotografias etc. O pânico apoderou-se de mim! Vi logo que a minha tarde ía ser bastante longa.
Como um azar nunca vem só, a própria pessoa que estava a ser atendida, que por acaso era uma criança, acompanhada pela mãe claro, também não estava a contribuir muito para a rapidez do serviço. O Manel, a criança, não conseguia assinar com a porcaria da caneta digital, o Manel não tinha impressões digitais, ou pelo menos a senhora dizia que não, e a mãe do Manel não sabia o código postal! Eu, ali sentada, desesperava, respirava fundo e tentava manter-me calma.
O Manel passado meia hora conseguiu fazer o cartão do cidadão. A mãe fez mais umas perguntas, absolutamente desnecessárias, e foram embora.
22. Era eu, era u numero da minha senha. A senhora estava a chamar-me. Finalmente!
Sentei-me em frente à senhora, que me pediu desculpas pela demora e me explicou que aquele não era bem o serviço que estava habituada a fazer, que fazer cartões do cidadão não era o forte dela. Entreguei-lhe os meus documentos, ela inseriu os dados no computador, e estava tudo a correr bem até me perguntar o código postal.
Disse-lhe o meu código Postal. Perguntou-me o nome da minha rua. Disse-lhe o nome da minha rua. E não é que a senhora olha para mim e tem a lata de me dizer que a minha rua não existe!
Mantive-me calma. Disse à senhora que a minha Rua existe. Ela voltou a dizer-me que não, e ainda tem o desplante de me perguntar se eu tinha mesmo a certeza que vivo na localidade que lhe dito.
Voltei a respirar fundo! Respondi que sim, vivo na localidade que lhe disse à 20 anos, e nessa localidade existe a Rua que lhe disse!
A senhora olha para mim, com ar de quem tem uma ideia, e sugere que se ponha o nome de uma Rua qualquer, que aparecesse na lista que o computador apresentava! Olhei para o chão e contei até dez. Ela percebeu o meu desespero, levanta-se, e chama uma colega! Explicou a situação à colega, que muito calmamente respondeu que aquilo não era a área dela e que esperasse que o colega, que percebe do assunto, volte do almoço.
E assim foi, esperamos pelo colega. O colega chegou, passado dez minutos.
Explicou a situação ao colega, ele olhou para ela e mandou-a embora. Resolveu a situação em 3 segundos! Afinal, quando não aparece o nome da Rua, vejam bem, basta escreve-lo lá! Coisa complicada.
O senhor, que realmente percebia do assunto, pouco simpático, tratou do resto das coisas para o meu cartão em 5 minutos. Pediu-me 12€ e mandou-me embora.
E pronto agora tenho de esperar pela carta para ir buscar o meu CC, que tem uma foto horrível (não há milagres), e uma assinatura estranha (porcaria da caneta digital).

PS. A menina da imágem não sou eu. A minha foto está muito pior!

A Foto do CC foi tirada do site do Público.



25
Jun10

...

ana
Sei que nestes três dias não te tenho dado atenção, não é por mal e tu sabes disso! Estão cá os meus amigos, gosto de estar um bocado com eles também. Agora estás chateada comigo mas amanha sei que já vai estar tudo bem, porque eu te amo e mesmo assim te dou toda a atenção do mundo.

Amo te muito!
24
Jun10

A nossa história (parte 2)

ana
Vou então continuar a nossa história…
Depois do pedido de namoro, passaram-se algumas semanas até contarmos aos nossos amigos, mais próximos, sobre a nossa relação. Fomos bem aceites e apoiadas.
O tempo foi passando e aos poucos fomo-nos descobrindo uma à outra, psicologicamente, fisicamente e sexualmente, claro! Era tudo novo para nós. Cada experiência era única e adquiria uma importância enorme nas nossas vidas. Nunca antes nos tínhamos envolvido sexualmente com ninguém, por isso a entrega foi total e uniu-nos ainda mais.
No final do Verão, do ano de 2006, o meu avô morreu. Foi muito complicado para mim aceitar o facto de que tinha perdido uma pessoa para sempre, e entrei numa grande depressão, que durou meses. Tive sempre o apoio da Rita, ajudou-me em tudo o que pode. Sei que por vezes fui injusta com ela, mas pronto, tudo foi superado!
A Rita também passou por uma fase menos boa, enfrentando um problema de saúde. Foram tempos complicados para nós. Foi completamente esgotante a nível emocional e tivemos de lutar imenso para a nossa relação, ainda tão recente, sobreviver.
A única coisa que sei é que todos estes problemas, nos mudaram como pessoas. Crescemos, ganhamos maturidade!
Nesse mesmo ano, em Setembro, mudamos de escola, pois não estávamos satisfeitas com a área que tínhamos escolhido. Mudamos então para um curso profissional relacionado com a Gestão do Património e com Museologia.
Durante os três anos do curso, ou seja, até 2009, as nossas vidas correram relativamente bem.
Apesar de o curso exigir bastante de nós, tínhamos tempo uma para a outra, para namorar, no fundo para construir a nossa relação.
Fizemos estágio juntas, tivemos muita sorte, e acabamos o curso. Eu, ao contrário da Rira, quis continuar os estudos, e foi aí que a nossa vida mudou!
Concorri para História da Arte, em Lisboa, e a Rita começou a procurar emprego aqui na zona onde vivemos.
Tínhamos imensos planos. Combinamos que a Rita trabalhasse aqui durante alguns meses, para juntar algum dinheiro, e que depois concorresse a um estágio profissional em Lisboa, para voltarmos a estar juntas.
Nada disso aconteceu, foi difícil para ela arranjar trabalho. Passamos 10 meses longe uma da outra! Eu fui fazendo o primeiro ano do curso, bastante desmotivada e contrariada. Passava a semana em Lisboa, cidade que adoro, a pensar no fim-de-semana, que era quando vinha para casa. Mesmo assim nem sempre estávamos juntas aos fins-de-semana, porque o horário de trabalho da Rita não deixava, ou porque as vezes não podia ir ter com ela.
E pronto, estam aqui resumidos quatro anos da nossa vida.
Eu agora estou de férias da faculdade por isso temos mais tempo para nós. Em Setembro vai recomeçar a tortura. Por isso temos de aproveitar agora!
24
Jun10

...

ana
Sabem o que odeio? Estar um dia inteiro à espera dela, ela sair do trabalho tardíssimo e ainda ir beber café com os amigos!
A sério acreditem que não me importo que esteja com os amigos, mas na maioria das vezes, quando chega do trabalho, mal fala comigo, porque vem cansada e quer dormir. Porque é que para estar com os amigos não está cansada e não tem sono?
Digam-me se estiver a ser injusta. Digam-me se não tiver razão!
Já desabafei! Obrigada
23
Jun10

A nossa história (parte 1)

ana
Bem, penso que está na altura de partilhar convosco a nossa história. Ela é um bocadito longa, por isso, vou dividir isto em dois ou três posts ( também é para criar suspense).
Vou então começar...
Eu e a Rita conhecemo-nos em 2005, quando no 10ºano nos cruzamos na mesma turma. Ambas namorávamos com rapazes (experiências de quem tem 15 anos e medo de ser homossexual) mas as coisas não deram certo (porque seria?)!
O tempo foi passando e nós tornamo-nos amigas. Sentávamo-nos uma ao lado da outra nas aulas, baldávamo-nos juntas e a cumplicidade foi aumentando.
Aos poucos fomo-nos apaixonando, sem saber bem como ou porque! Não partilhamos os nossos sentimentos uma com a outra com medo da rejeição. Lembro-me de andar pelo menos dois meses completamente desorientada, sem saber o que fazer e a tentar tirar a Rita da minha cabeça!
Estávamos em Março de 2006 quando os nossos sentimentos começaram a vir ao de cima. Nessa altura já éramos inseparáveis. Andávamos sempre de mão dada a trocar mimos e beijos (na cara), mas mesmo assim não assumíamos os nossos sentimentos.
Certo dia, numa festa organizada pela escola, já um pouco tocadas pelo álcool, eu e Rita fomos as duas juntas à casa de banho, e a Rita beija-me. Lembro perfeitamente do beijo, foi desajeitado (devido ao estado em que estávamos) mas bastante intenso e apaixonado.
E pronto, não falamos sobre o assunto nessa noite, e agimos como nada se tivesse passado!
No outro dia, como sempre começamos a falar por sms. No meio da conversa lá surgiu o tema do beijo ( pronto confesso que não tinha sido o primeiro, já tínhamos dado alguns na "brincadeira"), a Rita perguntou-me se eu tinha gostado e o que tinha sentido. Na altura senti-me bastante envergonhada, sem saber o que dizer, mas acabei por dizer a verdade. E a verdade era que aquele beijo não me tinha saído da cabeça e que eu tinha gostado bastante. Ela disse-me que também tinha sido muito importante para ela e pronto combinamos falar melhor sobre o assunto na segunda-feira na escola, pois estávamos o fim-de-semana.
Na dita segunda-feira quando cheguei à escola mal consegui olhar nos olhos da Rita. Não sei bem o que senti, mas estava nervosa e um pouco assustada. Mal falamos durante todo o dia! Lembro-me que durante a hora de almoço lhe agarrei a mão, por baixo da mesa, sem ninguém ver. O meu corpo arrepiou-se dos pés à cabeça, foi das coisas mais intensas que alguma vez senti!
Bem o dia foi passando, e a última aula que tínhamos era história. Como sempre sentámo-nos uma ao lado da outra. Já não dava para esconder o que sentíamos. Então a meio da aula fomos as duas à casa de banho e beijámo-nos.
Passado uma ou duas semanas, no dia 28 de Março, a Rita pediu-me em namoro e eu aceitei!
Pronto ficamos por aqui... Depois conto o resto!

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