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Um quarto para duas

Um blog, duas raparigas, um amor.

Um quarto para duas

Um blog, duas raparigas, um amor.

31
Jan11

Paz

ana
Às vezes penso que precisamos de paz, sossego e um sítio só nosso. Nunca tivemos isto na nossa relação, nem uma única vez.
Em casa dela estávamos sempre preocupadas. Era o tempo contado, era o irmão que podia aparecer (e que tantas vezes apareceu), era o pai que podia sair mais cedo do emprego, era a mãe que nem sempre tinha trabalho e ficava em casa. Em minha casa não dava. Não tínhamos transporte para cá.
Agora é ao contrário. Normalmente ficamos em minha casa, mas os medos mantêm-se. O receio de aparecer alguém, as vizinhas que nos podem ver, as horas contadas.
A verdade é que nunca estamos relaxadas, a viver o nosso amor com calma. Há sempre um despertador que nos chama para a realidade, há sempre o ouvido atento a qualquer barulho ou rodar de chave, há sempre a pressa, o desconforto, o medo de sermos apanhadas.
Durante quase 5 anos nunca soubemos o que é namorar sem medo. E isto cansa, desgasta. Precisamos de paz, é que sinceramente nem sabemos bem o que isso é!
31
Jan11

Sonhos maus, sonhos maus, vão-se embora. Sonhos bons, sonhos bons, venham agora.

ana
Já é a segunda noite. Ontem acordei a chorar, completamente em pânico. Sonhei que queria contar aos meus pais, estáva em frente a eles e as palavras não saíam. E eu chorava, incapaz de proferir qualquer palavra.
Agora, adormecida no sofá da sala, acordo com respiração incerta e rápida de mais. Foi só um susto, felizmente. Sonhei que desta vez tinha contado, que tinha corrido mal e que com uma mochila às costas partia, não sei para onde, com o aviso de que nunca mais pensasse em voltar.
Isto, de querer dar o passo, mas não ter coragem anda a fazer-me mal. Porque é que tem de ser tão difícil?
31
Jan11

Dos nossos dias longe

ana
Porque mesmo quando os nossos dias são passados longe uma da outra, como se de vidas separadas se tratassem, o nosso único objectivo é estarmos sempre presentes. Por isso, sorrio sempre que, depois de um dia de trabalho, me perguntas: Como foi o teu dia amor?
E eu respondo, conto-te tudo, para que te sintas parte integrante dele. Porque na realidade o és. Sempre!

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