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Um quarto para duas

Um blog, duas raparigas, um amor.

Um quarto para duas

Um blog, duas raparigas, um amor.

28
Fev11

Óscares

ana
Não vi a cerimónia toda. Só vi a parte da passadeira vermelha e, por impossível que pareça, acho que aquela gente cheia de dinheiro tem um gosto pouco requintado/estranho. Os vestidos eram, na sua maioria, pavorosos.
Sinceramente, ou sou eu que não percebo nada de moda (e a verdade é que não percebo muito), ou então aquela gente perdeu toda a cabeça!
Quanto aos filmes, não tenho uma opinião formada porque não vi nenhum deles. até agora. Talvez vá ver o Discurso do Rei esta semana. O Cisne Negro aguarda que tenha um tempinho para o ver, mas já o tenho aqui no pc.




 
28
Fev11

Amar não é uma seca!

ana
Acho estranho sempre que me dizem, com ar surpreendido: Ah que seca. Não sei como tens paciência para estar numa relação há tanto tempo.
Não consigo perceber estas afirmações, não as condeno, nem as censuro, mas não as entendo.
Para mim, que amo a Rita, é completamente impensável cansar-me dela ou não ter paciência para a nossa relação e para o nosso amor. Não digo que por vezes não precise de tempo só para mim e para as minhas coisas, claro que preciso.
Penso também, que a forma como cada um de nós vê o amor difere de pessoa para pessoa. Tenho uma visão bastante romântica dele, gosto do amor lamechas, do amor dedicado e intenso. Gosto do amor dos contos de fada, para toda a vida. Não quero dizer com isto que viva no mundo da lua, tenho perfeita noção que o amor não é sempre assim, que tem momentos maus e difíceis, crises e desespero.
Mas o amor de verdade não cansa, não nos deixa entediados nem fartos. O amor de verdade faz-nos querer sempre mais e desejar a pessoa a cada segundo.
O nosso amor é assim. Não me farta, nem é monótono. É o amor que sempre sonhei e que achava não existir, que via como uma utopia. A verdade é que o encontrei.
E é por isto que não percebo porque me dizem que ter uma relação duradoura é uma seca. Para mim amar a Rita é o melhor da minha vida e não há nada que me faça mais feliz. E para mim amar não é chatice nenhuma!
28
Fev11

Técnica ROPA

ana
Uma dá o óvulo, a outra a barriga. Um bebé já pode ter duas mães biológicas


Já há 13 histórias como a de Celeste e Paloma emPortugal, apesar de a lei portuguesa vedar o acesso a técnicas de procriação medicamente assistida a casais homossexuaisou a mulheres solteiras. Esta semana, o casal posou para o “El Mundo”, depois de vencer um sentimento de discriminação no serviço nacional de saúde espanhol. “Falaram-nos como se estivéssemos a inventar”, contaram ao diário. A pergunta era se podiam partilhar a maternidade biológica e a resposta só surgiu numa clínica privada. Este mês, as companheiras de 34 e 35 anos iniciam o ciclo de tratamento para conceberem em conjunto o primeiro filho.

O Instituto de Reprodução Cefer, com clínicas em Valência, Barcelona e Lleida, foi o primeiro na Europa a oferecer a solução a casais de lésbicas: uma doa os óvulos e a outra é inseminada e cumpre os meses de gravidez. O método recebeu o nome ROPA (recepção de ovócitos da parceira) e passa pela fertilização do óvulo de uma das companheiras com recurso ao esperma de um dador.

Em Espanha, a inseminação artificial em mulheres sem parceiro ou lésbicas é prática regular há 30 anos, desde a abertura do primeiro banco de sémen no país, em 1977. O Centro Cefer começou a planear a nova oferta em 2005, quando foi aprovada a lei espanhola que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Um ano depois, quando a lei da reprodução medicamente assistida veio consagrar o direito às técnicas independentemente do estado civil e da orientação sexual, acabaram-se de vez os impedimentos. No ano passado foram publicados na revista internacional “Human Reprodution” os resultados da abordagem que o instituto define como “novo modelo familiar”. Entre 2007 e 2009, na fase piloto da técnica ROPA – foram seguidos 14 casais de lésbicas, com idades entre os 25 e os 42 anos. Registaram-se seis gravidezes, de um total de 13 embriões transferidos. A primeira criança com duas mães biológicas nasceu neste período. Lluna foi registada com duas mães biológicas em Agosto de 2009, passo que também não está consagrado pela lei portuguesa.

Desde então a procura tem aumentado. Fernando Marina, responsável pelo laboratório de fertilizaçãoin vitro do Instituto Cefer, revelou ao i que no ano passado receberam dez casais portugueses à procura de engravidar mediante a técnica ROPA. Este ano já há mais três casos. A procura nacional por técnicas de procriação medicamente assistida em Espanha regista uma taxa crescente, até porque a lei só prevê o tratamento de casais inférteis casados ou em união de facto há pelo menos dois anos. Marina revela que neste momento recebem 30 a 40 casais portugueses por ano e também enviam esperma de dadores para os centros nacionais de fertilidade. Outro grande centro privado de reprodução assistida em Espanha, o grupo IVI, revelou ao i que a procura duplicou desde 2008, sobretudo entre as mulheres sem parceiro. “Os nossos registos não incluem a orientação sexual, pelo que não sabemos se são lésbicas ou não”, explica Carolina Alemany, responsável pela comunicação do grupo. No ano passado receberam 23 portuguesas, em 2009, 15 e em 2008 apenas 11. A clínica mais procurada é a de Vigo.

Carlos Calhaz Jorge, presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução, explicou ao ique, em termos clínicos, não há qualquer impedimento à realização desta técnica. A única condicionante, também em Portugal, é o enquadramento legal. Muitos países só autorizam técnicas de procriação medicamente assistida em casos de infertilidade. Mesmo em Espanha, um dos países com menos restrições neste campo, há um “limbo legal”, segundo escrevia o “El Mundo” esta semana. A lei prevê que o marido possa doar espermatozóides no seio do casal para uma inseminação artificial, mas a doação de óvulos tem um cariz anónimo. As técnicas de procriação medicamente assistida por razões não médicas também são feitas sobretudo em clínicas privadas, com custos elevados. Em Portugal, a técnica de microfertilização usada na ROPA ronda os 3250 a 4000 euros, segundo dados da Associação Portuguesa de Fertilidade.

Retirado de: http://www.ilga-portugal.pt/noticias/229.php
27
Fev11

...

ana
Não percebo o porquê dos fins-de-semana passarem sempre a correr! Não dá tempo para nada, não dá para descansar, nem sequer dá para namorar. Só vi a Rita por uns minutos hoje. Agora já estou em Lisboa, por isso vamos ficar mais uma semana longe uma da outra.
Ai Ai, bem que o fim-de-semana podia ter mais uns diazinhos, acho que ninguém se importaria...
24
Fev11

Rita em Lisboa

ana
1- Para a Rita, menina nascida e criada no campo (assim como eu), andar de Metro é uma excitação. Não gostava, mas acho que agora já gosta. Fica super surpreendida por eu saber o nome das estações e a direcção que devemos apanhar. Ela, desorientada, nunca vai para o lado certo e se eu não a agarrar perco-a de vista num ápice.

2- A Rita está sempre a perder-se, tem pouco sentido de orientação.

3- Tem medo de água e de pontes sobre o rio. Quase que entrou em pânico só por ter de passar num passadiço de madeira por cima do rio. Agarrou-se ao meu braço e impediu-me de falar com ela, nem sequer me deixou explicar que a probabilidade daquilo cair é mesmo muito baixa. Tonta.

4- Cansa-se com muita facilidade, de cinco em cinco minutos está a pedir-me para sentar e descansar. Está muito preguiçosa a minha menina.

5- Apesar de tudo acho que ela até gosta disto. Queixa-se da confusão e de existir muita gente nas ruas, mas já admitiu que deve ser bom viver aqui porque temos, quase sempre, tudo o que precisamos. Gosta da Baixa e não gostou do Parque das Nações, só da zona à beira rio.
24
Fev11

Dia óptimo

ana
Um dia sem planos, foi assim que "planeámos" o dia de hoje.
Não quis pensar em locais para irmos ou sítios para visitar, quis concentrar-me apenas em nós e no nosso amor.
Começamos o nosso dia na baixa e no Chiado. Encontrámo-nos com as meninas para um pequeno passeio e boa conversa e depois fomos almoçar.
Durante a tarde, depois de excluirmos a ideia de uma ida a Belém, decidimos ir até ao parque das nações. Queríamos ir ao Oceanário. Não fomos era demasiado caro para o nosso orçamento. Passeámos à beira rio, o tempo estava muito bom, estivemos sentadas a olhar o Tejo e a conversar e a tarde foi avançando.
Beijinhos, mãos dadas, abraçadas enquanto passeávamos e tudo foi perfeito. Precisávamos disto, faz-nos falta tempo para nós.
Acabámos a tarde a olhar o rio, desta vez já na Praça do Comercio. Estava bonito o final de tarde.
O nosso dia não foi um passeio turístico pela cidade de Lisboa, não tínhamos tempo para ver tudo o que lhe quero mostrar e queríamos aproveitar este tempo juntas para namorar e conversar, com calma, sem muitas pressas e correrias. Vamos ter muito tempo (se tudo correr bem a partir de Setembro) para descobrir a Cidade a duas e visitarmos museus e monumentos. Hoje o importante éramos nós.
Apesar de tudo fartámo-nos de andar. Confesso que mal sinto os pés e que as minhas costas estão um bocadinho doridas. Mas valeu a pena o cansaço.
Agora a minha menina já esta de volta a casa e eu já estou cheia de saudades. Felizmente amanhã já vou voltar para perto dela outra vez.
Não vejo a hora de vivermos aqui as duas, de podermos desfrutar desta cidade tão bonita e de viver o nosso amor com um pouquinho mais de liberdade.
24
Fev11

A sonhar acordada

ana
Ai que eu já devia estar a dormir. Amanhã para acordar cedo é que vai ser pior. Mas ando aqui ocupada a organizar uma coisa que nem sei bem se é possível. Ando a sonhar acordada, a ver voos e alojamento, a procurar informações sobre a cidade, a ver os transportes e os sítios a não perder. Isto é só um plano, não sei (ainda) se é algo possível de concretizar. Se for vai ser a nossa primeira viagem a duas e tenho a certeza que vamos adorar.
É um destino baratinho (que isto anda mal financeiramente) e para mim é um sitio que há muito quero visitar. Não é romântico como Paris, mas para começar acho que não está mal.
Deixo-vos aqui umas imagens...


23
Fev11

...

ana
Tenho tanta coisa para mostrar à Rita, aqui em Lisboa, que nem sei por onde começar. Um dia só não chega, mas vou tentar mostrar aquilo que mais gosto. E claro, vamos aproveitar para namorar muito, nesta cidade cheia de luz.
Amanhã vai ser um bom dia...
23
Fev11

Passeios pela Capital

ana
Hoje fui passear, não tive aulas. O tempo estava óptimo, pelo menos aqui na Capital estava.
Sai para almoçar e depois encontrei-me com a D, fomos a pé do Saldanha até ao Chiado e, depois de uma tentativa falhada de assentar arraiais no miradouro de S. Catarina, apanhamos o Eléctrico 28 até à Estrela.
Passeámos no jardim, tirámos fotos "artísticas" e ficámos sentadas a conversar e a observar as muitas pessoas que lá se encontravam.
Fomos depois até S.Bento a pé e voltamos a apanhar o 28 para o Chiado. Fartámo-nos de andar, mas o tempo convidava a isso.
Lisboa é linda nestes dias, em que o Sol brilha e o calor é suportável. E ninguém imagina como estes dias de puro lazer me dão animo e me fazem sentir melhor.
Ah, e amanhã há mais. Amanhã a minha menina vem cá e eu já não consigo esconder a ansiedade de a ter perto de mim. Vai ser tão bom!

P.S.: Com tudo isto lá se vai a promessa de um semestre com mais horas de estudo e menos passeio.

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