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Um quarto para duas

Um blog, duas raparigas, um amor.

Um quarto para duas

Um blog, duas raparigas, um amor.

30
Nov11

Vik Muniz

ana
Fui, finalmente, ao Museu Colecção Berardo ver a exposição que tanto queria. Adorei. Gosto imenso do trabalho do artista brasileiro Vik Muniz. Obras a transbordar de criatividade e manteiga de amendoim (literalmente). Para mim, um misto de beleza e simplicidade que nunca desilude.

Deixo-vos o trailer do documentário "Lixo extraordinário". Um projecto que Vik levou a cabo numa das maiores lixeiras do Mundo.



Podem assistir ao documentário completo no Youtube. Vale a pena.
28
Nov11

Planificar, planificar, planificar

ana
É a palavra de ordem! Isso aliado a muita organização e vontade de fazer (que por vezes é escassa).
É tempo de pensar no que realmente importa, a faculdade.
Muitos trabalhos para fazer, para continuar e rever: Teoria do Restauro - restauro do Convento do Carmo; Arte Contemporânea - Yves Klein; Cultura Contemporânea - Emancipação feminina.
Relatórios e apresentações que faltam preparar. Ler muito. Estudar para as frequências, que são mais do que muitas. Ganhar forças para aquelas cadeiras (que nunca deveriam ter ficado) em atraso e que agora têm de ser feitas.
Depois disto feito, ou pelo menos devidamente organizado, é tempo de ver as exposições, que há tanto tempo andam a ser adiadas. No CCB: Arte da guerra e Vik Muniz. Se der, uma ida ao cinema, para descontrair.
Em Janeiro é época de exames e de alguma clausura. Este ano tem de ser levado a sério.
Não quero passar as férias e o Natal a pensar na faculdade. Quero dedicar-me à minha menina e ao descanso. Mas para isso é preciso começar já. Trabalhar a sério, sem desculpas e sem adiamentos.
Planificar, é a palavra de ordem!
28
Nov11

...

ana
Um pedido de desculpas (não sei se inteiramente sentido) não é a solução para todos os males. Não esqueço e, sinceramente, não perdoo. Há coisas que, para mim, não são desculpáveis.
A verdade é que contra factos não há argumentos (e quem me conhece, sabe que argumento até à exaustão) e, nestas situações, as desculpas esfarrapadas e as suposições não passam de isso mesmo, hipóteses soltas e não fundamentadas.
O "diz que disse" em mim não cola, o "não disse porque também não disseste" idem. Para mim o respeito é fundamental, assim com o carácter e seriedade de cada pessoa. Há que admitir erros e não varrer o lixo para "o tapete da vizinha".
Adultos, é o que todos somos no BI. A idade real é aquela que queremos assumir, só é crescido quem quer e quem está disposto a evoluir como pessoa.
Está dito o que era preciso ser dito. Sem arrependimentos, sem querer voltar atrás.
Há amizades que, pura e simplesmente, não me interessam.

Findo, desta forma, "aquele" assunto.
25
Nov11

Mas como nem tudo pode ser mau

ana
Tenho uma namorada que está sempre presente. Que me puxa para cima sempre que estou em baixo, que nunca larga a minha mão, que me limpa as lágrimas, que me abraça e me "conserta".
A Rita é o meu porto seguro, aquela que me protege, sempre. É dela que ouço as palavras mais importantes e reconfortantes. É por ela que continuo a sorrir e não desisto.
A minha vida pode ser uma porcaria, mas eu sei que tenho o mais importante: uma namorada que me ama e que faz tudo para me ver feliz.
25
Nov11

Preciso de ir à bruxa

ana
Visto que não tinha nada para fazer hoje [mentira. tinha uns trabalhos para acabar, mas não me apeteceu], pus-me a pensar na minha vida.
A verdade é que estes últimos seis anos da minha curta vida não me têm corrido nada bem. Aliás, a única coisa que corre bem é mesmo o amor, porque o resto é para esquecer.
Em 2006 morreu o meu avô. Fiquei mal, mesmo mal. Depois de quase um ano completamente na fossa, com consultas de psiquiatria incluídas e muita vontade de desistir de tudo, lá me recompus.
Depois, acho que a partir daí me cruzei sempre com as pessoas erradas. Tive um último ano do secundário para esquecer. Desde professores (um em particular) a tentar lixar-me a vida e a média, a colegas que só me davam problemas. Ao ir para a faculdade, longe, julguei que podia recomeçar e esquecer as pessoas do passado. A verdade é que as esqueci, mas para mal dos meus pecados, conheci outras bem piores, capazes de monstruosidades maiores. Na faculdade já vi gente capaz de tudo. Gente que rouba amigos, gente que inventa boatos, gente sem princípios, gente invejosa, gente a quem a vida delas não chega e, por isso, gostam de meter-se na dos outros, gente que tem idade para ter juízo e não tem. Acreditem eu vivo rodeada de gente do pior que há!
Quanto aos meus dois primeiros aos na faculdade vocês já sabem como foram. Vivi num sitio que odiei, com uma pessoa que não odiava mas que passei a odiar. Vivi dois anos da minha vida a ouvir conversas cheias de moral e a ver zero de bons exemplos.
As minhas notas estão longe de ser brilhantes, o curso é pouco ou nada do que esperava, a vontade do acabar é mais do que muita. Tinha tantas expectativas em relação ao curso que escolhi e agora é vê-las ir por água a baixo.
Na saúde as coisas não têm corrido melhor. Comecei a usar óculos, apanhei o susto da minha vida por causa de um nódulo na mama, os meus dentes só me têm dado trabalho, tive herpes zoster num pé e vou ter de ser operada ao nariz. E claro, ando constipada dia sim dia não, tenho otites quase de seis em seis meses e uma rinite alérgica cada vez pior. Fui mais vezes ao médico nestes dois últimos anos, que em toda a minha vida.
O ano passado, despedi-me do meu irmão que foi para a Holanda. Os meus pais estão cada vez mais chatos e só discutem um com o outro. O meu pai ficou sem trabalho.
A minha relação com a Rita mudou. Vivemos longe maior parte do tempo, discutimos mais e às vezes ficamos mais distantes. Apesar de tudo, temos feito o possível e o impossível para resolvermos sempre os problemas e ultrapassar tudo o que é mau. Sei que nunca mais vou querer estar longe dela, porque o sofrimento que toda esta situação me tem causado é atroz. Quero voltar a ter tempo para nós, reconstruir tudo o que tínhamos, quero ter a nossa casinha.
E é isto a minha vida. Acreditem que não tenho muitas coisas boas para contar e isto, que aqui escrevi, é só uma amostra. Faltou-me falar de tantas pequenas coisas que me têm acontecido e me deixam completamente de rastos. Quase todos os dias há algo para juntar à lista.
Não me estou a queixar, nem estou a desistir, mas sinto-me cansada de tanta coisa má. Só queria poder respirar de alivio e ter uma vida minimamente normal.

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