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Um quarto para duas

Um blog, duas raparigas, um amor.

Um quarto para duas

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18
Set12

Shiuu, não falem de homossexualidade

ana
Fico passada com comentários homofóbicos e conversas preconceituosas, mas fico ainda mais fora de mim quando, a meio de uma conversa absolutamente normal, alguém fica extremamente incomodado ou me diz indignado "Então e se for? Não tens de falar disso." porque eu disse, com a maior das naturalidades, que a Maria e a Maria, que são namoradas e toda a gente sabe, querem ficar juntas num quarto para estarem à vontade. Como se dizer isto fosse um crime. Porque se o comentário fosse sobre uma Maria e um Manel quererem um quarto só para eles, não havia problema nenhum. De homossexualidade é que não se pode falar. Ai, que não se pode sequer insinuar que as lésbicas se beijam, e é quase difamação dizer que têm relações sexuais. Credo!
E terminam a dizer que sou perconceituosa (se soubessem realmente alguma coisa sobre mim, estavam caladinhos) porque, vejam lá bem, falo abertamente sobre homossexualidade e encaro a coisa com naturalidade, quase com leviandade, segundo eles.
Tomara eu, e provavelmente a maior parte dos homossexuais, que se falasse do assunto sem tabus e que as relações homossexuais fossem vistas como naturais, e que fosse tão comum alguém comentar (sem ser de forma pejorativa, é claro) que a Maria e a Maria estão juntas e felizes, como se faz com qualquer outro casal.
16
Set12

...

ana
Chorei outra vez. E não queria. Foi naquele momento, uns minutos antes de voltar, que soube que ia chorar. Eu já não devia voltar para Lisboa, para a faculdade. E chorei. De frustração, de tristeza, por me achar incapaz, por me ter desiludido, por não ter cumprido aquilo que tinha de ser cumprido - acabar o curso em três anos - e por me sentir perdida. Chorei, porque mais uma vez A deixei para trás, quando lhe prometi que não o voltaria a fazer. E tudo o que me apeteceu foi desistir. Por tudo, mas principalmente, porque eu já não devia estar aqui.
16
Set12

Os últimos raios de sol

ana
Quinta-feira apercebi-me que era o último dia que tínhamos para nós. As férias estão no fim e o retorno à cidade é o passo seguinte. Tenho estado triste desde aí. Aquela foi a última tarde de praia, a nossa última tarde de pés na areia e gelados na esplanada a olhar o mar. Fico outra vez com o estômago apertado e olhos molhados, fico outra vez com aquela sensação de estar a perder tudo. Já não era suposto voltar a acontecer. Já não devia deixar-te outra vez.

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