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Um quarto para duas

Um blog, duas raparigas, um amor.

Um quarto para duas

Um blog, duas raparigas, um amor.

30
Abr13

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ana
Uma das primeiras coisas que aprendi na faculdade foi que, para sermos um bom historiador de arte, tínhamos de ser completamente "open mind" e deixar de lado os preconceitos.
E é verdade. Arte e ideias feitas não resulta. E é sempre um desafio explicar uma obra a alguém que "não pensa fora da caixa", acreditem.
29
Abr13

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ana
Uma tarde passada no centro comercial equivale a correr uma maratona. Dizemos nós, a avaliar pelas dores nos pés e pernas! Além disso, é um desporto muito frustrante quando não se tem dinheiro.
28
Abr13

...

ana
Ontem, durante mais um insónia, lembrei-me que em tempos, muito antes de criarmos o Quarto para duas, tive um blog, o meu primeiro blog. Criei-o em 2007, ainda a blogoesfera era um mundo desconhecido, eram poucos os blogs existentes e, sinceramente, a coisa não tinha muita piada. Enfim, ontem lembrei-me e decidi procura-lo. Encontrei-o, tal como o deixei no dia em que deixei de escrever. Como é óbvio já não me lembro da palavra pass, nem do mail que lhe está associado, mas pude lê-lo e lembrar os momentos que me levaram a cria-lo.
Aqueles anos foram os mais dramáticos da minha vida. Tinha descoberto a minha homossexualidade; o meu avô, com quem tinha uma relação muito próxima, tinha morrido; tinha ainda mudado de escola, e pela primeira vez estava longe dos amigos que me acompanhavam desde o pré-escolar. Eu tinha 17 anos e foi muito para mim. A coisa meteu psiquiatras, medicamentos, desespero, noites e noites sem dormir, perdi imensos amigos, que deixaram de querer estar com uma pessoa apática e pouco divertida, a minha mãe controlava-me até à exaustão, para que comesse, dormisse, etc... Uma adolescência bem dramática, como se quer! 
Hoje, quando olho para trás, penso que foi tudo um exagero, da minha parte, claro. Culpei-me por coisas que não tinha culpa, não soube lidar com a morte, deixei de querer estar com pessoas, não segui conselhos que me foram dados, fui parva e quase enlouqueci quem estava a minha volta.
Namorava com a Rita há cerca de um ano. Cada vez que me lembro disto, só consigo ter pena dela. Não imaginam as noites que passou sem dormir para ficar a falar comigo e não me deixar sozinha, as vezes que ouviu pérolas como "quero morrer" ou "ninguém gosta de mim" ou "sou tão infeliz" e os dias que me viu em estado total de alheamento. Por isso, quando digo que já passamos por muito, acreditem, já passámos mesmo por muito. 
Enfim, hoje em dia, considero-me uma pessoa equilibrada. Cresci, felizmente. Aprendi a lidar comigo e com os outros, com aquilo que sou. Foi um percurso longo, mas ultrapassado. Mas acho que nunca vou esquecer estes anos da minha vida. Não por terem sido bons, mas porque me definiram em muita coisa, porque me mostraram que o ser humano não tem de aguentar tudo, que sozinhos não vamos a lado nenhum e que a vida dá voltas que não esperamos. Sim, eu hoje sei isto, e parece-me lógico e quase intuitivo, mas na altura não era. 
Tudo isto por causa do "Quando me apetecer", o meu primeiro blog. Tinha como única comentadora a Rita, há textos que desapareceram num dia de raiva e ficaram os de 2008, menos intensos. Parei de escrever quando me "curei". Afinal aquilo servia como terapia e para expiação das minhas fragilidades e medos. Quando achei que estava bem, e quando o último ano do curso profissional me enterrou de trabalho até aos cabelos, parei e nunca mais pensei em blogs. Até 2010, quando criámos o Quarto. Um blog bem mais feliz!
26
Abr13

...

ana
Gosto muito de animais. Não me considero uma defensora acérrima dos seus direitos, não consigo "olhá-los" e desejar que tenham os mesmos que eu, por exemplo, porque para mim isso não faz sentido. Contudo, trato todos os bichos com respeito e bondade, abomino o maltrato e, no que depender de mim, nunca nenhum animal morrerá por falta de assistência e cuidado. Esta é a minha posição: cada macaco no seu galho, ou seja, um animal não é um ser humano, logo não deve ser tratado como tal. Para nosso bem e para o bem dele.
No entanto, quando estou com os meus gatos transformo-me! Tudo o que tenho feito nestes últimos tempos, desde que voltei para casa, é tomar conta dos meus babies. Colo para uma, festinhas para outro e beijinhos no focinho do outro. Não tenho mãos para tanto animal. Converso com um, em inglês e francês até, chamo uns nomes foleiros a outro, tipo meu amor e bebé lindo da mamã, adormeço o mais pequeno com cantigas de embalar. E eles retribuem, ou pelo menos assim quero acreditar. Lambidela na cara e miar como resposta. São lindos os meus gatos, e espertos, e boa companhia. Ah, e agora também tenho uma ninhada com menos de três meses. Uma boa parte do tempo é dedicada a eles. Ver se comem bem, se não se metem em apuros, mimar os quatro turbulentos.
A minha vida resume-se a gatos, a comida de gato, a areia para gato... e a arranjar dono para os bebés. Alguém quer? Alguém quer transformar-se numa gatófila como eu? Olhem que vale a pena.

Edit:

Quando digo que não sou uma defensora acérrima dos direitos dos animais, não quero com isso dizer que não o sou de todo! Eu acho que os animais devem ter direitos e também acho que em Portugal a lei que os protege não responde às suas necessidades. Considero que os seus donos devem ser responsabilizados por maus tratos, abandono e actos negligentes e acho que se devia pôr fim a touradas e à venda ilegal de animais. O que eu não sou é de extremos. E acho que todas estas coisas devem ser bem pensadas, para não se cair em exageros e fundamentalismos. Porque se assim for, então em breve também eu trato mal o meu cão por ele dormir numa casota na rua e não dentro de casa. Ou o meu gato, porque não tem autorização para subir para os sofás ou entrar no meu quarto.
Sou completamente a favor da sua protecção legal, só sou contra a excessiva humanização dos mesmos.

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