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Um quarto para duas

Um blog, duas raparigas, um amor.

Um quarto para duas

Um blog, duas raparigas, um amor.

29
Dez13

O ano velho, o ano novo, tudo no mesmo texto, sem muito sentido, mas muito sentido!

ana
Mentiria se disse que 2013 foi um ano terrível. Não foi. Não me vou queixar, ou olhar para trás e ver apenas aquilo que não me agradou. A perfeição não existe em nada na vida.
O ano que está a chegar ao fim teve coisas más, crises existenciais, perdas e desafios para superar. Mas também teve muita coisa boa.
Algumas dessas coisas ficarão para sempre. São memórias que nos enchem, que transbordam no olhar, no coração, nas palavras. Coisas minhas, dela, de quem partilha a vida comigo. Coisas que não falei aqui. Coisas simples e complexas. Coisas que tinham tudo para ser más, mas que afinal não foram. Coisas que recuperei, tempo que recuperei.
2013 foi um ano cheio. De dias cheios, de coração cheio. Foi voltar a encontrar o [meu] equilíbrio. Foi voltar às raízes. Foi criar raízes. Foi o fim de um ciclo, foi o inicio de algo que acredito ser melhor. Foi muito do que desejei. Foi uma lista de novos desejos e sonhos.
2013 foi ela. Fomos nós. Foi muito de nós. Foram os nossos corpos, as nossas mãos, a nossa matéria e foi aquilo que só nós sentimos e vemos, porque é invisível aos olhos. Foi aquela viagem, foi sentir que posso ser daquela família e foi a sensação maravilhosa que é ser aceite, sem perguntas, sem reprovações. Foi o verão que não queríamos que chegasse ao fim, por ser a metáfora dos nossos dias cheios de luz e calor. Foi sentir o amor que ela tem por mim, foi acreditar não precisar de nada mais na vida. Foi amar mais. Foi sentir mais. Fomos nós, o melhor do ano, de todos os anos, da vida.
2013 foi o que foi e é o que está a ser agora. E 2014 não será o recomeço, mas sim a continuação. Não é um ponto de partida, mas será uma nova volta "à pista".
Eu não sei o que desejar para o próximo ano. Mas sei o que [mais] desejo agora. Acho que o desejarei para sempre, em todos os anos, todos os dias.
Que 2014 me traga uma valente dose de paz interior, espírito de aventura e coragem.
Que em 2014 me continue a apaixonar, reinventar, emocionar, superar. É o que desejo.
29
Dez13

Dor de coração II

ana


"Don’t make me sad, don’t make me cry
Sometimes love is not enough
And the road gets tough, I don’t know why
Keep making me laugh
Let’s go get high
The road is long, we carry on
Try to have fun in the meantime"
29
Dez13

Dor de coração

ana
Preferia ser espancada, até ter os ossinhos todos partidos, do que ouvir algumas coisas que tenho ouvido.
Há palavras que magoam mais do que um estalo bem dado. Há palavras e atitudes que nunca esperamos de certas pessoas. E doí, doí mesmo.
E perdoamos e aguentamos. E a única coisa que esperamos é que, se algum dia a situação se inverter, se algum dia formos nós a magoar, do outro lado haja a mesma resiliência e dose de perdão que tivemos e que merecemos.
Se assim for, valeu tudo a pena.
26
Dez13

...

ana
E entretanto, apanhando onda do meu humor bipolar, até que ia já amanhã embora. Ou então, adormecia hoje e acordava dia 3, já no avião da TAP. Oh, é que era mesmo perfeito. Sem chatices, sem mais opiniões, sem gente a dizer-me que não me vão pagar a bolsa, sem a minha mãe a achar que vou ser raptada para tráfico de órgãos, sem gente a dizer o que devo levar ou não na mala. Ia hoje. Sem pensar em saudades. Sem pensar em nada. Ia só!
26
Dez13

Natal, o rescaldo.

ana

Na tarde de 24, a tempestade estava instalada. Lá fora, e cá dentro.
O meu coração estava uma confusão. É, por vezes, o Natal tem este efeito em mim. Deixa-me a pensar.
Sei lá, caiu-me a ficha. Foi o Natal,  foi tanta coisa, foi a Rita doente. Daqui a umas semanas vou-me embora. Apercebi-me.
A coragem deu lugar ao medo. Talvez não seja bem medo. É mais a constatação do facto - vou-me embora, sem ela, mais uma vez. Mas talvez sim, a coragem deu mesmo lugar ao medo, é isso, tenho medo, é melhor admitir já.
Há, talvez, quem me censure por ir. Quem não entenda a minha decisão. Acreditem, foi a decisão mais complicada que já tomei. Mas faço-o por amor.
Amor próprio, e amor ao outro, neste caso a ela. Espero desta experiência uma recompensa para ambas, uma rampa de lançamento, talvez uma independência que nos faz falta.
Mas ontem, hoje também, fui invadida por uma dor antecipada, por umas saudades sem razão de ser. Imaginei-me lá, sozinha, sem a mão dela. Imaginei-me lá, e ela cá, sem ter a minha mão. E se precisar de mim? Que tipo de pessoa sou por a deixar cá?
Passei o Natal em família, com muitos presentes, com muita comida e conversas, mas fez-me tudo tão pouco sentido.
A minha cabeça estava noutro lugar. O meu coração estava com a Rita (é nestas alturas que percebo o tamanho do amor que sinto por ela). Este Natal, senti-me incompleta, pateta, sozinha.
Vou para Barcelona daqui a umas semanas. Vou. E vou com a coragem que sei que tenho. Vou para dar o meu melhor. Vou. Mas deixo cá a uma parte de mim. A parte mais importante de mim.
E, passar mais um Natal longe da Rita, serviu para me relembrar disso.

23
Dez13

...

ana

Só agora tive tempo de passar aqui. A tarde foi dedicada à pastelaria e, só agora, é que o forno teve descanso. Ufa, estou cansada. 
Acho que a Rita passou a tarde no médico, ainda não percebi bem, mal tive tempo de falar com ela. Estou aqui com o coração encolhido. Isto hoje foi uma confusão, um stress. 
Preciso de desacelerar, de entrar no espírito de paz e amor, de acalmar!

Desejo-vos um Feliz Natal, junto daqueles que mais amam! 




22
Dez13

...

ana

Amanhã, acho, ainda passo por aqui para vos desejar em feliz Natal.
Se der, partilho umas fotos e umas receitas daquilo que vou fazer.
Amanhã, começa a fase 1 da missão "Cozinhar para o Natal". Em princípio, é o dia de fazer o bolo rainha e as bolachinhas. Ou as bolachinhas e as broas de amêndoa. Talvez, o bolo rainha fique para a passagens de ano. Ainda não sei. Vou pensar.
Bem, até amanhã.

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