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Um quarto para duas

Um blog, duas raparigas, um amor.

Um quarto para duas

Um blog, duas raparigas, um amor.

28
Abr14

...

ana
Sou uma pessoa bastante introspectiva. Tenho a mania de estar constantemente a avaliar aquilo que fiz e a forma como agi em determinada situação. Não conheço todos os meus defeitos, mas reconheço muitos deles. Aliás, penso mais neles do que nas qualidades que tenho. Também as tenho, obviamente. Julgo-me muito, culpo-me de mais, repreendo-me muita vez.
Ontem estive a pensar naquilo que escrevi no texto anterior. Estive a pensar no porquê de acabar sempre rodeada por alguém menos bom, por pessoas tóxicas. Culpei-me. Algo em mim atrai esse tipo de pessoas. Sou eu mesma a gerar esse tipo de conflitos com os outros? 
Depois pensei e cheguei à conclusão de que não tenho [esse tipo de] culpa. Não sou conflituosa, mantenho-me bastante à margem das confusões (cada vez mais, é algo que se aprende a fazer com o tempo), recuso-me a entrar em jogos de intrigas e mesquinhez. 
Acho que toda a gente se cruza com pessoas "complicadas". Não devo ser a única no mundo que tem por perto alguém que vai contra tudo aquilo que valorizamos numa pessoa. Devem existir pessoas egoístas, mal educadas, oportunistas, teimosas, etc, em todo o lado e essas pessoas devem importunar outras pessoas. 
Ou seja, eu não atraio estas pessoas e nem sequer crio situações para levar com esta gente, a verdade é que elas estão por todo o lado. Simplesmente existem.
O meu único problema é ainda não ter criado uma forma de me proteger delas e de me deixar consumir. 
E não, não é porque sou muito boazinha, uma santa, é mesmo porque sou burra. Porque [ainda] acredito demasiado nas pessoas, na sua capacidade de ajudar e respeitar os outros. Porque ainda não me mentalizei que a máxima "cada um por si" encaixa cada vez melhor na sociedade que temos. 
A culpa é minha, sim. Mas porque sou estúpida, porque não sei criar uma distância de segurança e dou logo muito de mim, acreditando que vou receber algo em troca*.  E, verdade seja dita, não há nenhuma regra (só a do bom senso) que obrigue alguém a retribuir, ou mesmo a sentir necessidade de o fazer. Esqueço-me frequentemente disto. 
E, como não gosto de fazer papel de vítima, como me irrita o meu próprio queixume, trabalharei, de hoje em diante, para corrigir este meu problema. Darei menos. Exigirei menos. 

*Não gosto de hipocrisia, nem sou um exemplo de altruísmo. Há situações e situações, claro, mas, quando dou algo a alguém (não falo de coisas materiais), espero que esse alguém me dê algo a mim também. Normalmente, respeito e boa educação são-me suficientes. Ah, mas não cobro nada a ninguém, por muito que me custe não o fazer. 
27
Abr14

É domingo, estou na cama e deu-me para refletir sobre isto

ana
Existem três tipos de pessoas que não gosto e com as quais tenho uma tremenda dificuldade em conviver:
- Pessoas teimosas. Ateimam por tudo e por nada e continuam a ateimar mesmo quando já lhes foi explicado e provado que estão erradas. Para elas os outros é que estão sempre "do contra".
- Pessoas que não conseguem afastar-se da realidade em que vivem e, por isso, são incapazes de aceitar outras. Aquilo que conhecem é verdade absoluta e negam tudo o que nunca viram ou viveram.
- Pessoas egoístas, que acham que o mundo tem de fazer tudo por elas, mas elas não precisam de fazer nada pelo mundo. Pessoas que veem nos outros a forma de conseguir algo e que jamais pensam em agradecer-lhes, porque o que fizeram não foi mais do que uma obrigação.
E é isto.
A existência destas pessoas na Terra até é algo que eu suporto, o pior é quando os nossos caminhos se cruzam. Eu tenho a infelicidade de ter de viver mais três meses com alguém que reúne os três pontos acima descritos.
24
Abr14

Encher o estômago e o coração

ana

Não costumo afogar as minhas mágoas em comida. Muito pelo contrário, quando estou triste, preocupada ou com algum problema, a vontade que tenho de comer é nula. No entanto, quando os dias me correm menos bem e a fome começa a apertar, gosto de me sentar no sofá com um prato de comida e não pensar em mais nada.
E, nestas situações, gosto de comer coisas de verdade, comida de uma panela só, simples, que me deixe satisfeita. As massas são sempre uma opção. Pratos de arroz, também. Mas hoje, talvez por ter saudades, talvez por precisar de me sentir mais próxima de Portugal, fiz algo mais tradicional, que me fez, por uns segundos, sentir em casa.
Ervilhas com ovos escalfados. Tinha uma farinheira, que a Rita me trouxe quando esteve cá (sim, mesmo à Tuga) e achei que este era o destino perfeito para ela. Não é assim a coisa mais saudável do mundo, deve ter feito o meu colestrol subir uns pontos, mas soube-me pela vida. 
Continuo triste, mas um bocadinho mais aconchegada. 
24
Abr14

Cinco coisas aleatórias

ana
1- Comecei a ver  "The Orange is the New Black" e estou a gostar bastante.
2- Tenho saudades de cozinhar numa cozinha com janela, de me inspirar naquilo que vejo acontecer lá fora.
3- Ontem foi dia de Sant Jordi, São Jorge em Português, e eu nunca vi uma cidade tão cheia. Lindo para turistas e casais apaixonados, horrível para quem tem de trabalhar na zona antiga da cidade e atravessar as Ramblas. A rapariga oferece um livro ao rapaz e o rapaz uma rosa à rapariga, é o que dita a tradição.
4- Pegando nesse assunto, posso dizer-vos que Barcelona é uma cidade linda para visitar num fim-de-semana, ou numa semana, mas que jamais viveria aqui. Tudo super caro, um caos para quem trabalha na zona antiga (eu), turistas por todo o lado, encontrões... A sério venham cá passear, vale a pena, ou estudar por seis meses ou um ano, mais do que isso, na minha opinião, é de levar à loucura, e olhem que eu sou uma pessoa 100% adepta de cidades grandes e movimentadas.
5- Tenho muitas saudades de Portugal. Da minha namorada, claro, mas também de Lisboa, das pessoas, do rio e das colinas. Lisboa tem os seus defeitos, mas para mim é indiscutivelmente a cidade mais bonita do mundo.
21
Abr14

...

ana

Tenho comido tão mal! Nos últimos dias só tenho comido porcarias, fast food e doces. Que vergonha. Tenho de voltar às minhas sopinhas, à comida home made, à fruta depois das refeições... Sinto-me entupida de gordura (ai, o meu rico colestrol!) e odeio!
Em contrapartida, deixei outra vez de fumar. Nem tudo é trágico.
20
Abr14

Comunicado

ana
Nota prévia:
Este texto não é para ninguém em particular é para todas as pessoas, que de uma forma ou de outra, têm contacto connosco no mundo virtual. Não se sintam já as principais vítimas, não se sintam atacados. Se isto está a ser escrito, é porque recebo reclamações frequentes e me vejo obrigada a esclarecer para evitar mais no futuro.

Ora vamos lá a uma explicação rápida, para alguns surpreendente, mas absolutamente essencial: nós temos vida para além do blog!
O que lêem aqui são somente pedaços daquilo que é a nossa vida, no mundo real, no mundo onde vocês também vivem. Temos um trabalho, uma família, amigos, crises para resolver, momentos de diversão, dormimos, comemos - tudo como vocês - e temos um blog!
E nós, por muito que queiramos, não conseguimos estar aqui (ou no facebook, ou no e-mail) sempre, 24 horas por dia, 365 dias por ano. Eu gostava, mas não consigo, nem quero, ocupar todo o meu tempo com o blog e restantes ramificações.
E agora, vou por pontos, para não deixar escapar nada:

1- Comentários aqui no blog: Quem é visita habitual aqui do quarto sabe que eu gosto, e tento, responder sempre aos comentários mas, infelizmente, nem sempre consigo. Não desesperem. Eu leio tudo, registo tudo no meu cérebro e, quando são coisas assim mesmo importantes, acabo sempre por responder. Não se sintam ignorados, porque não são!

2- Mail: Aqui a coisa complica-se. Eu não vou ao mail todos os dias, nem todas as semanas, vou quando calha. É normal ficarem por lá mails perdidos, alguns com perguntas vossas, outros com pedidos. Eu respondo sempre, pode é levar algum tempo. Tenham paciência que um dia a resposta chegará. Se não chegar, insistam mais uma vez.

3- O Facebook: Este é o calcanhar de Aquiles. E não, não é o facebook do blog, que esse coitado está completamente abandonado, são mesmo os nossas contas pessoais, a que poucos têm a "sorte" de ter acesso.
Assim em jeito de introdução: Saio de casa as 7h, chego a casa, quase sempre, por volta das 20h. Pode existir uma ou outra excepção, mas normalmente o horário é este. Ligo o computador, vou ao facebook, ponho fotos quando tenho, vejo algumas publicações do feed e depois ponho-me a andar. O facebook até pode estar "ligado", eu até posso estar online no chat, mas não estou lá.
Uso muito o facebook, mas não perco muito tempo a pôr gostos em publicações, com partilhas, etc. Uso-o para me distrair, para me sentir mais perto de algumas pessoas e para ganhar montes de amostras grátis, que me fazem muito feliz.
E com isto tudo quero dizer, que não vivo no, nem para, o facebook.
Já por mais de uma vez, as pessoas me mandam mensagem, ou se "desamigam", porque dizem que eu estou chateada, que parece que não quero conversar, que não lhes ligo nenhuma, etc etc etc. E sim, pessoas que conheci através do blog, não os meus amigos mais chegados ou familiares, que esses coitados já estão calejados e sabem que posso levar meses até dar sinal. Meus amores, eu não tenho tempo. Não posso estar sempre a falar convosco, não consigo responder sempre da maneira mais "interessada". Sim, por vezes, falo convosco mesmo a "despachar" e faço-o só para não vos deixar sem resposta, porque quero ser simpática.
O pouco tempo que tenho para mim, uso-o para falar com a Rita, com a minha família, ou a fazer outras coisas que me deixam feliz. Eu não sou a Anna do Ikea, que está sempre disponível para responder às vossas questões, lamento.

E agora, para quem acha que estou a ser muito "bruta", deixem-me justificar. Há pessoas muito simpáticas, que me dizem estas coisas com educação, a quem respondo sempre e explico tudo com calma (ainda hoje aconteceu), e depois existem as pessoas que não merecem sequer resposta da minha parte e que não a têm. Não compactuo com atitudes infantis, não vou atrás de quem me bloqueia ou remove amizade, não me preocupo mais convosco quando o fazem. Desculpem lá a insensibilidade.

E pronto, boa Páscoa para todos!
19
Abr14

...

ana

Este ano não tenho a azáfama da Páscoa. Não que seja muito grande a azáfama que se faz sentir em minha casa, porque apenas fazemos um almoço mais composto, normalmente cabrito ou borrego, uns doces para a sobremesa e pouco mais. Mas pronto, este ano não vou ter nada disso.
Vamos fazer um almoço, uma coisa simples, também isto aqui em casa no que toca a utensílios de cozinha é uma tristeza, sem complicações.
Também vos digo que estou com pouca disposição para festas, para aturar pessoas, para conversas. E sei que vai sobrar tudo para mim - cozinhar, arrumar e organizar tudo.
Barcelona está a ser uma aventura inesquecível. Tem muita coisa que vou recordar com saudade, tem muitos bons momentos, tem muita coisa boa. Mas tem a pior experiência em termos de partilha de casa. E isso não me vou esquecer tão depressa.
Hoje estou desanimada. Não sou pessoa de saudades, mas tenho saudades. Talvez por saber que amanhã a minha família vai estar junta e eu aqui, com pessoas que não me "dizem" muito e que já me irritam só por respirarem (sim, já estou nesta fase do "embirramento"). Por estar longe da Rita, logo este ano que queria surpreendê-la com um ovo gigante de chocolate, porque sei que nunca recebeu nenhum. Por coisas parvas, por coisas tão simples que só agora dou valor.
Enfim, boa Páscoa para tod@s. Aproveitem, comam amêndoas e folares e outras coisas boas. 

15
Abr14

...

ana
Aqui, os livros são tão baratos. Comprei o "Mundo sem Fim", do Follett, por dez euros. Em Portugal vende-se em dois volumes, cada um custa quase trinta euros! Cada um! Trinta! Eu comprei tudo por dez!
E ainda não passei pela "zona" da culinária, aí será a desgraça.

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