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Um quarto para duas

Um blog, duas raparigas, um amor.

Um quarto para duas

Um blog, duas raparigas, um amor.

30
Jul14

Mais uma vez na casa de partida

ana

Sabem, não sei nada o que vou fazer agora!
Para este ano lectivo, descartei o mestrado. Quero investir nisso sim, mas não agora. Preciso de pensar muito bem no que quero, e se o quero fazer aqui em Portugal.
Neste momento quero trabalhar. Numa Zara, num supermercado, num sitio qualquer. Quero ganhar uns trocos, ter dinheiro para as minhas coisas e, quem sabe, ter dinheiro para sair de casa dos meus pais. Quero, e preciso, mesmo muito de trabalhar.
Claro que vou continuar a enviar currículos para trabalhar na minha área, mas a coisa não está fácil e eu estou pronta para me lançar noutras direcções.
Enfim, fechou-se um ciclo, começa outro.
27
Jul14

...

ana
É bom sentir aquele alivio de ter ultrapassado mais um obstáculo, mais uns meses de distância e voltar para os braços [ainda abertos] de quem nos ama. É bom saber, e ter provas disso, que temos uma relação sólida e a maturidade suficiente para levar para a frente esta relação, mesmo quando a vida nos desafia e nos afasta [em km]. 
Nem tudo foi fácil, nem tudo correu como planeado ou desejado, mas isso já nós sabíamos que ia acontecer. O importante é manter o foco no que interessa, saber reconhecer os erros e voltar a fazer melhor. 
Esta primeira semana tem servido, principalmente, para matar saudades. Eram tantas. E é tão bom, mas mesmo tão bom, voltar a sentir o coração cheio. 
20
Jul14

Barcelona

ana
Tantas noites, nesta janela, desejei ir para casa, para perto de quem me ama, para o conforto do que me é familiar. Tantas noites que pedi que o tempo passasse rápido.
Hoje, nesta mesma janela, já tudo me é familiar. A vista, o silencio, as memórias. Este céu. Esta cidade.
É a minha última noite e agora, em retrospectiva, sei que estes foram seis meses fabulosos da minha vida e eu só posso estar inteiramente grata por isso.
Barcelona. Custou, mas entranhou-se.
Desesperei tanta vez. Por tudo. Pelos turistas, por tudo ser caro, por nem sempre a loiça estar lavada, por a francesa ser um mostro anti-social... pequenas coisas, que agora me parecem tão insignificantes, uma gota num oceano de coisas tão boas que vivi.
O meu trabalho. A fundação, a Susana. É impossível descrever tudo o que aprendi. Jamais esquecerei a forma como fui acolhida, a compreensão de quem me orientou, o tempo que dedicaram a mim, as colegas de trabalho, que sempre foram muito mais do que isso. Ficar-me-á para sempre na pele aquele abraço de despedida, as palavras que me disse e o agradecimento e reconhecimento sincero por toda a minha dedicação e empenho.
A minha casa. A desarrumação, os jantares, as noites em que a conversa era tão boa que não conseguíamos sair. E as pessoas, claro. Tantas. De tantos sítios diferentes. As que me apoiaram sempre, as que me animavam os dias, aquelas com quem partilhei tudo, com quem ri e chorei. As discussões sobre politica, sobre futilidades, sobre nada. A mesa sempre cheia, os petiscos, as experiências culinárias. As minhas visitas, que foram tantas e tão boas. A visita dela em especial.
A cidade. Impossível falar-vos de tudo. Venham, conheçam, descubram. Percam-se nas ruas, fujam do "Guadi" e dos roteiros, subam a Tibidabo ou a outro ponto alto, e apreciem a vista, olhem o mar lá ao fundo, as ruas desenhadas a régua e esquadro do Eixample, a confusão da cidade velha, as gruas da Sagrada. Aventurem-se na noite, nos bares da Grácia, ou do Born. Venham no Sant Juan e entrem numa realidade paralela de petardos e foguetes nas ruas, estouros sem fim. Comam ensaimadas na Mistral, bebam orxata, comam butifarra e sobrassada e pan amb tomaquèt. Visitem museus qb, percam tempo cá fora, olhem à vossa volta. Barcelona é uma cidade para se (vi)ver nas ruas.
Nem acredito que chegou ao fim. Tão rápido. Tão bom. Tão diferente. Hoje, aqui nesta janela, sozinha, olho lá para fora e já morro de saudades de ti, Barcelona!

09
Jul14

bad, bad girl!

ana
Acho que não escrevo no blog desde que a Filipa foi para barcelona, que horror! 
Pois bem, faltam cerca de duas semanas para ela voltar e eu não consigo conter mais a minha ansiedade. Quero imenso puder estar com ela grande parte dos meus dias, passear e ir a praia... e namorar, namorar imenso! Que saudades Filipa...

(Quando ela voltar, nunca mais a deixo ir embora!)