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Um quarto para duas

Um blog, duas raparigas, um amor.

Um quarto para duas

Um blog, duas raparigas, um amor.

25
Out14

Lisboa

ana

Fui passar uns dias a Lisboa. Tinha saudades, precisava de tratar de uns assuntos na faculdade e tinha um jantar combinado.
Foi tão bom.
Revi tanta gente, enchi-me de bolhas nos pés, mostrei (um pedacinho) da cidade a uma amiga, bebi umas imperiais no Cais do Sodré e diverti-me.
Lisboa é a minha cidade. E para a semana volto lá mais uma vez!


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21
Out14

Estou farta de pensar num título para isto. É algo entre o "já devia estar a dormir" e a introspecção.

ana

Gosto de acreditar que sou uma pessoa justa. Alguém que tenta sempre perceber os dois lados ou, na impossibilidade de perceber, alguém que faz um esforço para respeitar o que me foge ao entendimento.
Nem sempre consigo. Há assuntos que me dizem mais, temas em que me é impossível ceder, por vezes, questões de moral, educação e valores, preconceitos, más experiências... Mas esforço-me. Esforço-me muito, porque odeio injustiças, porque fujo cada vez mais de julgamentos precipitados, porque sinto que deve haver lugar para tudo e todos.
"Cuspo" muita vez para o ar e só depois ponho a mão na consciência. Eu não sou perfeita, eu nem sempre sou o melhor exemplo. E erro.
Quero muito encontrar o equilíbrio. Quero ter a força e a coragem de defender as minhas convicções, mas quero muito entender e respeitar a dos outros. Quero saber quando estou a ir longe de mais, quando me estou a impor. Quero saber escolher as batalhas que devo lutar, porque nem sempre as opiniões contrárias as nossas podem ter espaço para andar e proliferar.
Quero muito ser justa, julgar menos, compreender e aceitar quem pensa diferente, mas sem deixar para trás aquilo sou e os meus princípios. Estou (constantemente) a trabalhar para isso.


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21
Out14

Sofro muito de insónias

ana

Dorme-se muito mal na aldeia.
Ladra o cão e gera-se o efeito dominó, todos os cães num raio de dois quilómetros ladram. O gato anda sempre metido em problemas, lutas e disputas. O grilo não para de fazer aquele barulho irritante. O galo canta a qualquer hora, noite ou dia, tanto faz. A árvore bate na janela e faz barulho. Os carros passam e o espaço vazio faz ecoar a sua passagem eternamente. E o vento. E a chuva. E os aerogeradores (ventoinhas, como são conhecidos aqui na aldeia).
As minhas noites são um pesadelo. Que saudades tenho do barulho ritmado da cidade. Aquilo era como uma canção de embalar.


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17
Out14

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ana

Sabem qual é o problema de viajar e viver noutro país? É que despertamos um bichinho que vive dentro de nós e depois não conseguimos pensar noutra coisa. Por mim, fazia as malas e ia já viver para outro lado, mais uns meses ou um ano. A adrenalina de chegar a um sítio que não conheces e começar quase tudo de novo é impagável!
Se pudesse, agarrava na Rita e íamos. Já!


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15
Out14

Dizem que é a polémica do momento

ana

Fica meio mundo indignado porque chamaram gorda à Jessica Athayde (que por acaso não o é), mas defendem-na chamando anoréxicas às outras. E saco de ossos. E doentes. E magras horríveis. E que a Jessica é que é uma "mulher real", com curvas.
Ok. Fico assim meia baralhada.
E um bocadinho preocupada. Então quer dizer que os meus 44kg, a minha copa B  (herdei da parte do pai) e a ausência de anca bem visível me tornam uma mulher menos real? Jasus, cada dia uma descoberta!

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14
Out14

Imaginem uma bola vermelha ali no canto direito do ecrã

ana

Eu acho que já escrevi sobre isto. Acho que alguém nos lançou um filho da puta de um feitiço, uma maldição, ou uma merda dessas, que faz com que nos únicos dias em que podemos estar juntas, as duas apenas, a namorar, dar beijinhos, essas coisas, algo impeça que isso aconteça.
Amanhã a Rita está de folga, numa situação normal, ou seja, todos os outros dias, estou sozinha em casa e podíamos aproveitar. Mas não. Amanhã a minha mãe faz greve e o meu pai não vai trabalhar! A sério? Mas que caralho vem a ser isto? Que porra é esta?
Isto acontece sempre! Mas assim mesmo sempre, eu não estou a exagerar.
Foda-se, alguém conhece uma bruxa, um feiticeiro, alguém que perceba destas merdas. Eu faço o que for preciso. Mato uma galinha, arranjo uma pata de rã e um cabelo de uma velha de 100 anos.
Dêem-me o numero do professor Mamadu, da Maya ou daquela das pedras preciosas.
Se eu descubro quem foi o cabrão ou cabrona que nos enguiçou, nem sei o que lhe faço. E se for alguem de vocês, que nos lêem, ponham-se a pau que se vos apanho desfaço-vos a cabeça com um crucifixo! Diabos!


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13
Out14

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ana

Há algumas semanas recebi uma carta do Centro de Emprego para comparecer numa "sessão de esclarecimento" sobre a Força Aérea. Lá fui, porque tinha mesmo de ir, ouvir o que tinham para me dizer.
Entao, a FA está a contratar profissionais de várias áreas, nomeadamente para trabalhar no Museu do Ar. Eu, como licenciada em História da Arte, podia candidatar-me à vaga existente.
Lá me falaram sobre as provas, os testes físicos e psicológicos, a recruta, da vaga em questão, da remuneração, das regalias, etc etc etc.
Vim embora e não aceitei. Nem ponderei sequer candidatar-me.
Não me revejo na "filosofia" do exercício, não acho piada a nada disso, nunca me passou pela cabeça ser militar. Bem sei que era apenas um mês de recruta, mais os testes e essas tretas, que depois ia direitinha para o museu e não me chateavam mais com essas coisas. Mas mesmo assim não quis. Acho que seria incapaz de passar nos testes físicos, caso passasse, acho que não teria perfil para passar nos testes psicológicos. Eu não me revejo naquelas regras.
Enfim, vim para casa de consciência tranquila. O pior foi depois. Toda a gente a chamar-me parva, que devia aceitar! Que ia ganhar muito dinheiro, que têm regalias (com as quais eu não concordo), que não ia trabalhar quase nada e blá blá blá.
Limito-me a dizer que não quero, que não gosto e que o dinheiro não é tudo na vida. Mas fica sempre a moer-me aqui na cabeça. Não estarei mesmo a ser parva ao recusar uma oportunidade destas? Não seria melhor fazer um esforço, ir contra aquilo em que acredito, fechar os olhos ao que não concordo e ir, deixar-me de merdas e ir?
Eu não gosto de desperdiçar oportunidades, mas isto está mesmo muito longe daquilo que imaginei para mim. E quando penso realmente no assunto parece-me que tomei a decisão certa, eu não gosto de fazer coisas contrariada. Mas depois toda a gente me diz que não, que devia aproveitar, que assim nunca vou trabalhar, que era bom e eu fico cheia de dúvidas.
Que nervos!


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