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Um quarto para duas

Um blog, duas raparigas, um amor.

Um quarto para duas

Um blog, duas raparigas, um amor.

28
Nov14

Coisas minhas, constatações, dúvidas e tal

ana

De vez em quando, dão-me umas epifanias.
Sou atacada por umas crises existenciais e ponho a vida toda em causa. Como se tudo o que fiz até ao momento não significasse nada, ou tivesse sido um erro.
O curso que tirei não serve para nada, que Direito é que tinha sido, que eu até tinha jeito, fogo afinal cresci num Tribunal, no meio de códigos e processos, mas pronto eu embirrei que era História da Arte e assim foi!
E depois não tenho trabalho. Raios, que é mesmo difícil arranjar um trabalhinho qualquer. Uma pessoa desespera, perde a motivação, cansa-se, farta-se. Dois tipos de currículo, um a sério, outro nem por isso e acabam todos em papel de rascunho.
E eu que queria era ter uma casa, dinheiro para as minhas coisas e para a vida a duas e estava tudo bem assim!
Eh pá, isto há dias em que é tudo uma valente merda. E choro, e digo tudo o que me apetece, dramatizo como uma verdadeira Drama Queen até conseguir, por fim, respirar fundo, ser grata pelo que tenho, por este amor e pelas coisas boas. E pronto, fica tudo bem outra vez!
Tão simples. 

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27
Nov14

Sou uma flor de estufa, eu sei!

ana

Porque raio eu não tirei as amígdalas quando estava moda tirá-las? Algures nos anos 90 os meus amigos ficaram todos sem elas, era tão natural como beber água. Eu não. Preservei-as com amor e carinho e agora elas tratam-me assim.
Tenho dores de garganta dia sim, dia não.  Uma corrente de ar e já está; uma chuvinha e pimba; o pezinho descalço durante três segundos no chão e já não há nada a fazer.
Pessoas sem amígdalas, a vossa vida é mais fixe agora, não é?


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25
Nov14

Coisas que me dão cabo dos nervos

ana

Pessoas que perante um texto bastante elucidativo, num blog, num jornal, no facebook, etc, deixam comentários sem nexo, ou fazem perguntas desnecessárias, apenas porque são demasiado preguiçosas para ler tudo até ao fim.
Isto acontece imenso num grupo de facebook que sigo, sobre intolerâncias alimentares. Alguém põe uma receita, ou a foto e o link para a receita, e há sempre uma alminha que pergunta"a receita leva leite?". Ai, fico possessa! Custa assim tanto ler as coisas até ao fim?
Ou nos blogs onde se publicam outfits. A blogger põe a informação toda, de todas as peças de roupa, preços, lojas, tudo e há sempre alguém, vindo directamente do país dos preguiçosos, que pergunta "olha, onde compraste as calças?".
Melhor só as notícias dos jornais online, que têm sempre aqueles comentários de quem só leu as "gordas", completamente despropositados, mas aí a culpa também é doa jornalistas, que já não sabem/querem/podem fazer títulos sem ser sensacionalistas.
Fico muito mal dos nervos com estas coisas!


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24
Nov14

I have a problem

ana

Eu tenho um problema. Mentira, tenho vários, mas vamos focar-nos neste. Como dizia, eu tenho um problema, e esse problema chama-se preguiça literária.
E o que é isso, Filipa?
Bem, preguiça literária é a capacidade de ter dez livros começados a ler e não terminar nenhum, porque em determinado momento da leitura a vontade de continuar foi-se, desapareceu, evaporou (e porque dá menos trabalho estar na net ou ver TV).
A Cidade e as Serras, está ali, porque à terceira página já me estava a fartar; Os do Tolstoi, já sabem a história; Tenho ali um do Zafón, que não anda nem desanda.
Ontem, comprei um do Follett, vamos lá ver se vai ser ele a desbloquear o caminho. Até agora está a correr bem, pelo menos ontem à noite custou-me um bocado fechar o livro e ir dormir. Já é um bom começo!


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19
Nov14

Pudim de tapioca e frutos vermelhos

ana
Nunca tinha provado tapioca, mas durante as minhas pesquisas culinárias dei de caras com estes pudins, que me pareceram mesmo apetitosos. Decidi experimentar e não me arrependi.
E assim saiu mais uma receita sem glúten e sem lactose, que irei, sem dúvida, repetir.
A receita foi adaptada destes dois blogs:
Nem acredito que é saudável ( http://nemacreditoqueesaudavel.blogspot.pt/2014/08/pudim-de-tapioca-e-mirtilos-vegansem.html?m=1 ) e Tomilho-Limão ( http://www.tomilho-limao.com/2014/03/14/pudim-de-tapioca-e-frutos-vermelhos/ ). Mais dois blogs que adoro.
Estou a gostar cada vez mais de descobrir as maravilhas da comida saudável!

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17
Nov14

.

ana

Devo ser uma insensível da pior espécie, devo ter uma pedra no lugar do coração, sei lá, por vezes penso que sou um monstro.
Não me comovi assim tanto com a história da bebé prematura, que nasceu no Dubai.
É triste, claro. É uma valente merda quando as coisas correm mal e uma pessoa está num país sem serviço nacional de saúde (pensem duas vezes antes de criticarem o que temos por cá e continuem a fechar os olhinhos à sua destruição, está bem?) e, de repente, se vê com 400g de gente nos braços, que precisa de cuidados de saúde caríssimos e imprescindíveis.
É tudo péssimo, é mesmo. Mas todos os dias nascem prematuros por cá, ou lá fora, igualmente filhos de emigrantes. A bebé do Dubai não é uma raridade, infelizmente.
Mas eu, insensível até aos ossos, até consigo perceber o apelo dos pais. Fogo, uma pessoa vê-se aflita e faz tudo por um filho, não é condenável. O que não consigo perceber é o que se seguiu.
Na página do facebook da causa, as pessoas comentavam que os estado devia pagar os tratamentos da bebé, que o senhor que ganhou o euromilhões devia pagar os cuidados de saúde dela, até veio o Ronaldo, esse herói nacional, pedir para os portugueses contribuírem mais. A sério? Sou só eu que acho isto tudo um exagero? Alguém acha mesmo que o estado se devia chegar à frente e suportar os custos disto tudo? Ah, e enviar um avião para trazer a criança para cá, como se fosse assim tão fácil pôr um prematuro num avião e obrigá-lo a aguentar horas e horas de viagem!  Perdoem-me mas, para mim, isto é tudo surreal e eu não sei mesmo em que mundo esta gente vive!
Mas, mesmo achando isto tudo uma verdadeira parvoíce, uma pessoa até ignora um bocadinho, porque é sempre mais do mesmo. Afinal, no facebook é tudo gente muito opinativa, que resolve tudo com uma facilidade brutal, que faz e acontece. O normal.
O que me chocou mesmo foi o comunicado da morte da bebé. A fotografia espalhada pelas redes sociais (procurem, porque eu não vou pôr aqui)!
A dor dos pais numa foto, espalhada por aí. Hoje em dia é tudo público, até a morte de um filho! O momento em que se morre é público. O luto é público. Toda a gente assiste em directo, sentadinho no sofá de sua casa, a algo, que na minha opinião, devia ser uma coisa privada!
Juro, eu nunca irei perceber isto.
Enjoa-me tanta exposição. Enjoa-me que a vulnerabilidade das pessoas sirva de entretenimento. Enjoa-me que haja gente sedenta deste tipo de acontecimentos, gente que se alimenta da dor dos outros.
Eu, que até podia ter alguma "empatia" por este caso, nem que fosse por se falar de prematuridade, de alertar para a valente merda que é não ter um SNS, acabo a pensar que isto tudo não foi mais do que uma "historiazeca" daquelas à Correio da Manhã! E isso, infelizmente, é o espelho do país que temos.


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