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Um quarto para duas

Um blog, duas raparigas, um amor.

Um quarto para duas

Um blog, duas raparigas, um amor.

29
Abr16

Acne, esse grande cabrão

ana

Consegui passar pela adolescência praticamente sem borbulhas. Agora, com 25 anos, tenho a cara parecida a um campo de batalha. 

Já experimentei tanto creme, tanta coisa, que já nem sei. Coisas de farmácia, de perfumaria, do mais caro ao mais barato. 

Estou sem ideias, sem esperança, quase a conformar-me, apesar de odiar esta merda, estas borbulhas estúpidas. 

Se alguém tiver algum remédio milagroso, diga-me! Estou a enlouquecer com isto. 

E, já agora, como raio se põe base numa pele cheia de borbulhas sem ficar com ar de reboco e acumulada em cada cratera? E não me digam que não se põe, tem de pôr. Sou incapaz de sair à rua de "cara lavada". 

A sério, gente, não estou a conseguir lidar com esta nojeira!

 

24
Abr16

Ocupação de tempos livres

ana

Domingo. Nada para fazer. Venho ao blog e, sem saber bem como, vou parar a uma caixa de comentários hilariante. Anda para aqui uma novela neste Sapo que me tinha esapado. Mete comentários em anónimo, vários perfis, insultos... Não percebi nada, mas achei piada e hoje nem sequer dá a Escrava Isaura na TV e eu precisava de ocupar o meu tempo.

É o que digo, isto de se desvalorizar a saúde mental é um problema grande, há muita gente doente por aí. E não, não estou a gozar. Acho mesmo muito triste. 

 

24
Abr16

Coisas minhas, constatações, dúvidas e tal

ana

Nunca se escreveu tanto sobre crianças como agora. São pediatras, são bloggers, são especialistas em comportamento infantil, tudo a dar dicas e bitaites sobre a educação dos pequenos seres. 

Curiosamente, nunca vi tanta criança mal educada como ultimamente. Alguma coisa não está a funcionar. 

Não me perguntem o quê, eu não tenho filhos!

 

22
Abr16

Sofro muito dos nervos

ana

Não sei há quantos anos passa na TV o "Querido Mudei a Casa", mas sei que vejo o programa quase desde o início. 

E digo-vos mais, eu até era fã. Aquilo são obras um bocado manhosas, mas o resultado final, por vezes, até não fica mal e uma pessoa que gosta de decoração até vai tirando umas ideias. 

Mas agora, desde que é aquele parvalhão do Gustavo Santos a apresentar, sou incapaz de ver. É que não consigo mesmo. Aquele homenzinho dá-me nervos, irrita-me mesmo. É tão oco, sem piada e parolo que nem consigo olhar para a cara dele. 

Lá se foi o encanto do programa. Fico à espera da versão "Queridos, mudámos o apresentador"!

14
Abr16

Coisas minhas, constatações, dúvidas e tal

ana

Eu já sei que isto vai gerar polémica, mas estou-me a cagar. 

Estou-me completamente nas tintas para a morte da cadela de uma famosa atriz portuguesa. Assim mesmo, não me aquece, nem me arrefece. Não sinto nada. Nem pena, nem revolta nem coisa nenhuma. 

Percebo a dor da dona, eu também já tive animais que morreram e fiquei triste. É normal. 

Mas de resto, este caso em particular, passaria-me completamente ao lado não fossem os comentários idiotas que li no facebook. Cenas amorosas, tipo desejar a morte da veterinária que cuidou da cadela.

Uau. O quão rasca é alguém que deseja a morte de outros. Até pode ser dono de um abrigo de animais abandonados e fazer todo o bem do universo aos "patudinhos", mas para mim não vale nada. Alguém que pensa e diz tais barbaridades, não passa de uma inutilidade. 

E eu não tenho nada contra animais e amantes de animais. Apenas me faz muita confusão que alguém seja tão cego pela causa animal, pelo amor animal, que não perceba que está a ser uma autêntica besta para com os da sua própria espécie. Custa-me saber que existe gente tão fanática pelos cães e o diabo a sete, que não hesite em desejar a morte a uma pessoa. 

E, normalmente, estas são aquelas pessoas que dizem " ah eu gosto mais de animais do que de pessoas, porque os animais não têm  maldade ". Ya, achar que o castigo justo para alguém que cometeu um erro (ou não) é uma carga de porrada é uma coisa mesmo bonita e sem maldade.

Estas merdas ultrapassam-me. 

 

13
Abr16

Bolo da caneca

ana

O bolo da caneca é a maior aldrabice dos últimos tempos. 

Vocês vêem aquelas imagens promissoras, bolos lindos e com bom aspecto dentro de canecas vintage, tudo maravilhoso, apetitoso. 

Seguem a receita é põem a raio da caneca do microondas. 

Quando ouvem o "plim" e abrem o microondas têm bolo em todo o lado, menos na caneca. Está tudo cagado, o bolo bordou, está tudo um nojo. 

Ou então não. O bolo está na caneca, mas feio, com péssimo aspecto e é impossível espetar lá um garfo de tão duro que está. 

Ainda há outra hipótese. O bolo está lindo, não explodiu no microondas, está fofo, cheira bem. Provam. É nhé. Não têm um sabor nada de especial. É só uma mistela doce que vos ajuda a contornar a TPM. 

Mas também estávamos à espera de quê? 

Misturar umas tretas dentro de uma caneca e pôr no microondas cinco minutos tinha tudo para ser um fiasco, uma cagada em três actos, é essa a verdade.

 

10
Abr16

O freguês tem sempre razão - categorização da clientela II

ana

O assustado:

 

Dizes boa tarde ao cliente, ele afasta-se daquilo em que está a mexer, olha-te assustado e responde cheio de nervos e ansiedade "Estou só a ver!!". 

Ok, e eu estava só a dizer a dizer boa tarde!

Foge mal viras costas. 

 

O independente:

 

Vês que vagueia pela loja com ar perdido, que procura alguma coisa. Aproxima-se e perguntas se precisa de ajuda. Responde prontamente que não. 

Dás-lhe espaço. Como já passaram quinze minutos e continua ali com ar confuso, voltas a aproxima-te para poderes ajudar. Volta a recusar a ajuda. 

Passado uns tempos, pega numa coisa qualquer dirige-se à caixa e diz-te " eu andava à procura de molinhas para o cabelo, dei uma vista de olhos e não encontrei". 

Ya, o que não faltam são molinhas para o cabelo. Se tivesse aceitado a minha ajuda à primeira, agora não tinha de interromper o registo para ir buscar a porcaria das molinhas e os outros clientes não tinham de ficar à espera, aumentando assim o desprezo que sentem pela "menina da loja".

 

O silencioso:

 

Não responde ao "bom dia", nem ao " posso ajudar". Na caixa limita-se a depositar tudo em cima do balcão e continua a ignorar-te. Não responde ao "é para oferta?", nem a nenhuma pergunta que lhe faças. 

Dizes "obrigada, tenha um bom dia", voltas a ser ignorada e não sabes se atendeste um ser humano ou uma espécie rara qualquer, que ainda não desenvolveu uma das coisas básicas para víver em sociedade, a fala!

 

O fugitivo:

 

É um clássico. 

Existem duas versões:

 

a) " Oh menina, guarde-me aqui isto que eu vou ali levantar dinheiro e volto já". Nunca volta. 

 

b) O cliente já está a pagar na caixa. O cartão multibanco da erro "não autorizado". Ai não pode ser, há aí alguma coisa que não está bem, deve ser a sua máquina que tem problemas, desculpa-se o cliente. 

Tentas outra vez e dá o mesmo erro. 

"Ah, então espere aí que vou ali levantar dinheiro e volto já." Não volta! 

O multibanco também devia estar com uns "problemas". 

 

O negociante:

 

"Então, mas a menina não me faz um descontinho? Levo aqui tanta coisa. Bem que me podia fazer uma atençãozinha."

Explicas que não podes, que a loja não é tua, que os preços são os que estão marcados e é impossível alterar. Não entendem e acham que tens má vontade. 

"Oh menina, este colar é muito bonito mas tem aqui um defeito, não me pode fazer mais barato, que eu levo-o na mesma?"

Nao. Se está com defeito não está em condições de ser vendido, pergunto se quer que confirme se tenho mais em armazém. 

"Ah não menina, eu levava era este com defeito, que também não se nota quase nada, mas só se me fizesse mais barato!"

 

 

Continua, quando voltar a apetecer-me.

 

Primeira parte 

 

08
Abr16

Coisas minhas, constatações, dúvidas e tal

ana

Talvez, no ano passado, por esta altura, já estivesse a sentir os primeiros sintomas da depressão. Não me recordo, mas sei que durante alguns meses fui ignorando sinais, fingindo que estava tudo bem. Não estava. 

Lembro-me do dia em que colapsei. 

Acho que nunca vou esquecer a dor e o vazio que senti. Eu não era nada. 

Lembro-me de nunca ter pensado em mata-me. Sim, assim, sem rodeios. Mas sei que também não fazia muito para me manter viva. Era uma espécie de "deixa andar". Não comia, não dormia, não queria saber. Só sentia dor, desespero às vezes, vazio quase sempre. 

Uma vez, o meu pai levou-me a ver o mar. Eu, lá de cima do miradouro, não parava de chorar, olhava aquele mar imenso e não parava de chorar. A minha vida era como aquilo, uma imensidão de nada, sem fim à vista.

Ainda não consegui voltar lá, para encarar aquele mar de frente, sem lágrimas. 

Ainda tenho medo. Apesar de estar a ser acompanhada, de ter feito bons progressos, de até já estar a reduzir a medicação, sinto sempre que o monstro da depressão ainda paira por aqui. 

Tenho muito medo de recuar, de voltar a sentir tudo aquilo que senti, de voltar a odiar-me, de achar que nada importa. Tenho medo de voltar a cair naquela melancolia, de deixar de ter forças para sair da cama, de desistir de lutar. 

É provável que jamais me livre deste medo. É como se existisse uma porta, que sabemos o que esconde e que não podemos abrir. Tentamos sempre passar o mais longe dela possível, mas é inevitável não a olharmos. Ela está ali, sempre pronta a lembrar-nos do que se esconde atrás dela. 

E o mais o assustador é sabermos que a chave anda sempre connosco!

 

 

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