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Um quarto para duas

Um blog, duas raparigas, um amor.

Um quarto para duas

Um blog, duas raparigas, um amor.

18
Jun16

Uk life

ana

Já estou instalada.

Temos um quarto que enchemos com as nossas coisas, mas que ainda sinto que não nos pertence. 

Não temos rotinas, ainda. Dividimos o tempo entre coisas que temos realmente de fazer e coisas que inventamos para fazer, é preciso enganar o tempo, preenche-lo, fingir alguma normalidade. 

Eu preciso disso. De ter alguma sensação de controlo, mesmo quando tudo está descontrolado. Não posso parar para alimentar medos e receios, pensamentos depressivos, angústias. 

Por enquanto é assim. Estamos em plena fase de adaptação. Cada dia é uma pequena conquista, mesmo que pouco ou nada tenha sido feito.

 

15
Jun16

Só para encerrar o post anterior

ana

Depois existem aquelas que, conscientemente, partilham as coisas mais pessoais e escabrosas da vida, sempre ali prontas para serem faladas, odiadas, criticadas. Alimentam-se disso. Fazem-se de vítimas, acusam os outros de invasão de privacidade, quando são elas próprias a devassa-la. 

Essas são as minhas preferidas. Tão tristes, tão carentes de atenção, que tudo serve. Chega a ser ridículo.

15
Jun16

Coisas minhas, constatações, dúvidas e tal

ana

Acho um piadão a isto. As pessoas partilham tudo mais um par de botas na internet, nomeadamente nos blogs, e ficam muito revoltadas quando são confrontadas com coisas "privadas" que partilharam.

Existem blogs com links para facebook, instagram, mail e tudo o que é rede social. Têm fotos deles, da família e amigos, localidade, habilitações académicas, sítio onde trabalham... 

Acho que não é preciso ser muito esperto para se saber que se essa informação está lá, pública, pode vir a ser usada contra nós. 

Somos responsáveis por aquilo que partilhamos e não podemos viver acreditando na boa-fé dos outros. Gente, o mundo está cheio de gente doida, obstinada, desocupada. Gente que vive na internet, que esmiuça perfis, que faz de tudo para descobrir quem somos. Pessoas, que se não gostarem de nós e estiverem para aí viradas, vão usar tudo aquilo que chamamos de privado, mas que entretanto publicamos no face, contra nós. É triste, mas acontece. 

Agora não nos façamos de vítimas. A partir do momento em que expomos a nossa vida na net, estamos sujeitos ao julgamento alheio. 

E não me interpretem mal, eu não sou a favor de perseguições e bullying, apenas acho que temos de nos saber proteger. É preciso saber dosear a informação que partilhamos. 

Dou-vos o meu exemplo. Tenho o blog há bastante tempo, já partilhei bem mais do que agora, já escrevi coisas bastante mais pessoais, já revelei pormenores de que me arrependo. E, apesar de agora medir de outra forma aquilo escrevo, o que está escrito, está escrito e visível para quem quiser. Tudo aquilo que aqui partilho pode ser usado contra mim e eu tenho de estar preparada para isso. E, se o faço de forma consciente, tenho de ter poder de encaixe para lidar com opiniões, com perguntas, com críticas, com tudo. Há uns tempos linkei aqui o meu instagram, mas com a plena consciência de que iria deixar de ser um bocadinho, ou talvez muito, menos anónima. Refleti sobre isso e arrisquei. Não me posso sentir ofendida se alguém me disser que sabe isto é aquilo sobre mim porque viu fotos no meu perfil no insta. Fui eu que lhes dei essa informação, a responsabilidade é minha. 

Perdoem-me a sinceridade, mas há gente que se põe a jeito. E, ou são muito ingénuas, ou são só mesmo muito estúpidas, porque isto não me parece nada assim muito complicado de perceber.

 

14
Jun16

Estou de partida

ana

Não tenho tido paciência, cabeça ou vontade de andar por aqui. 

Parto quinta -feira para Inglaterra e estou borrada de medo. 

Apesar de ser uma mudança consciente, desejada, não consigo acalmar os nervos e o medo que me invade. O meu pessimismo luta constantemente contra o "vai correr tudo bem".  

Não me envergonha o medo. Acho natural numa situação destas. Preferia não o sentir, é um facto. Invejo todos os que partem felizes, destemidos, sem grandes saudosismos. 

Eu não estou a ser capaz de me abstrair de tudo o que me rodeia e ir sem medos. Nem sei bem o que me assusta, mas sinto o estômago às voltas e uma ansiedade que me consome. 

Deixar uma vida para começar outra. Resume-se a isto e a tudo o que isto implica. 

Parecia-me mais simples do que aquilo que é.

 

 

06
Jun16

Já dizia a minha avó: o que é de mais, é moléstia.

ana

Fico sempre incomoda com o rumo que estamos a tomar, em relação ao turismo. 

 

Hoje, encontrei este texto. Leiam. E cliquem no link que lá está sobre Barcelona. Vejam o vídeo, bye bye Barcelona e reflitam.

Amei viver em Lisboa, amei ainda mais viver em Barcelona, tenho saudades a cada segundo, mas a descaracterização da cidade era evidente e triste. 

Será este o caminho certo? Tenho dúvidas. 

A economia agradece, a nossa identidade cultural não. É o reverso da moeda.

 

Leiam. 

http://malomil.blogspot.pt/2016/06/lisboa-nao-sejas-francesa.html?m=1

03
Jun16

Ser top na blogosfera

ana

Pimeiro, a moda eram os potes de Nutella, e a porra do chocolate barrado em tudo quanto era lado. Depois, vieram as hamburguerias, peixarias, cachorrarias, queijarias e afins. Ah, e as tabernas, e os brunchs, e os bagels...

Agora a moda são os magnuns (o gelado, gente) todos kitados, cheios de molhos e topings e merdices, duma qualquer cena que abriu agora, no chiado. 

É tão fácil ser blogger de sucesso neste país. A merda é que eu sempre gostei mais de cornetos!

 

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